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Polêmica das carretas com 4° eixo; carrega mais que um Bitrem

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Recentemente, a polêmica das carretas com 4° eixo ganharam destaque nas redes sociais, diversas fotos e vídeos dos implementos rodando pelas rodovias brasileiras resultaram em discussões e dúvidas a respeito da legitimidade da alteração.

O implemento surgiu em meados de 2008 e foi projetado por Dirceo Sironi, proprietário da Transportadora Sobre Rodas e que também projetou o primeiro Bitrem do Brasil.

O projeto inicial era composto por uma carreta LS convencional, com 3 eixos traseiros, onde foi adicionado um 4° eixo direcional, com suspensão via bolsas pneumáticas. 

Seguindo as normas estabelecidas pela resolução do CONTRAN  N° 210 e 258, também conhecida como "Lei da Balança", uma carreta LS com 4° eixo possuí Peso Bruto Total Combinado (PBTc) de 58 toneladas.
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Foto tirada pelo internauta Romulo Ramos
Entretanto, muitos proprietários não levaram em conta um detalhe na hora de adicionar esse eixo; Limites de peso bruto em função do comprimento.

"Peso bruto total combinado para combinações de veículos com duas unidades, do tipo caminhão e reboque, e comprimento inferior a 17,50 m: se limita a 45 toneladas." 

Com isso, diversos motoristas foram multados nos últimos tempos por excesso de peso, uma vez que afirmavam que seus veículos, por possuírem 4° eixo na carreta, tinham PBT de 58 toneladas, mas como o comprimento era inferior a 17,5m, o PTB restringe-se a 45 toneladas.

Já conjuntos com mais de 17,5m podem carregar o peso permitido por lei, de até 58 toneladas, entretanto;

Uma resolução do Contran exige que a partir de 5 de novembro de 2010, os cavalos para CVCs a partir de 57t deverão sair de fábrica com tração 6x4.

Sendo assim, veículos com CVCs com PBT igual ou superior a 57 Toneladas, precisam ser tracionados por cavalos mecânicos traçados (6x4). Isso incluí bitrem, rodotrem e carretas com 4° eixo com mais de 17,5 m.

Além disso, veículos que possuem PTB igual ou maior que 57t ou comprimento superior a 19,80m, precisam da Autorização Especial de Trânsito (AET), de acordo com a Resolução 211/06 do CONTRAN.

A febre das carretas 4° eixo; 

Em meados de 2016, os fretes baixos ocasionaram uma demanda maior por esse tipo de implemento e diversas outras adaptações surgiram nas estradas. 

Em 2018, a modificação foi proibida pela portaria 38/2018 do Departamento Nacional de Trânsito (Denatran). 

Transportadoras e proprietários de veículos precisaram buscar na justiça uma liminar que autorizava os caminhões continuarem rodando e sem serem multados, uma vez que a alteração havia sido feito antes da lei.

Em 2019, o Dentran voltou atrás em sua decisão e orientou os agentes de fiscalização a não multarem veículos que constarem no documento esse tipo de alteração.

Atualmente, ainda não há uma lei especifica que regulamenta ou proíbe esse tipo de alteração, por isso alguns motoristas afirmam terem conseguido a documentação necessária para adicionar a alteração nos documentos. Já outros dizem que precisam rodar apenas em locais onde não há fiscalização, pois não conseguiram se regularizar.

De acordo com especialistas, a alteração é ilegal, já que o peso que esses veículos podem transportar é muito acima do que foram projetados e isso pode ocasionar a diminuição da vida útil do asfalto, além de ser um risco à segurança do condutor e dos demais.




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