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SinoTruk e Coronavírus; os dois vieram da China e deram prejuízo

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Recentemente, foi confirmado o primeiro caso oficial de Conoravírus (COVID-19) no Brasil. A preocupação com uma possível epidemia já causa prejuízos em alguns setores da economia, como no transporte aéreo e empresas que dependem da exportação 

Mas esse vírus não foi a única coisa que veio da China e causou prejuízos, em abril de 2010, a recém fundada Elecsonic, localizada na cidade de Campina Grande do Sul, no Paraná, deu inicio as importações e comercialização dos caminhões SinoTruk Howo 380 com trações 6x2 e 6x4.

A partir desse momento, iniciava um plano ambicioso da montadora de entrar no mercado brasileiro de caminhões. Em 2012, a SinoTruk já havia emplacado cerca de 2 mil caminhões no Brasil e inaugurado 32 concessionárias.. 

Em 2013, a empresa chegou a anunciar a construção de uma fábrica em Santa Catarina e prometeu um investimento inicial de 300 milhões, mas que acabou ficando só no papel.

A partir de 2014 os problemas começaram, apesar do mercado ter aceitado bem os seus caminhões, a montadora enfrentava problemas com o Governo brasileiro. Sem conseguir obter isenção de IPI, que chegava a 30% para veículos importados, os projetos da montadora no Brasil foram encerrados. 

Os modelos Sinotruk chegavam a custar 2/3(ou menos) comparados à de outras marcas, isso tornou mais acessível o sonho de ser dono do próprio caminhão. 


Assim como qualquer outro, os caminhões Sinotruk também começaram a apresentar defeitos com o uso, principalmente quando empregados nas estradas brasileiras. Com o fechamento das concessionárias, lojas de peças e sem profissionais capacitados, solucionar os problemas desses caminhões tornou-se uma missão quase impossível.

Apesar de diversas peças do modelo serem compatíveis com de outras marcas, a central do caminhão necessita de um software para a atualização do sistema, sem essa atualização o caminhão não vai à lugar nenhum. 

O programa Pé na Estrada entrevistou o caminhoneiro Ademir, que já estava parado há 15 dias após problemas na embreagem do veículo. Segundo ele, foi necessário a colocação de peças compatíveis do Iveco, mas ele aguardava a chegada de um técnico para a atualização do sistema. Ainda segundo o caminhoneiro, haviam apenas 4 profissionais no Brasil que realizavam esse tipo de serviço.


Sem rede de concessionárias, os caminhões que ainda rodam pelas estradas brasileiras sofreram uma grande depreciação de preço e outros foram até abandonados pelos proprietários.




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