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Entenda porquê a Volvo e a Scania aposentaram os bicudos no Brasil



As duas principais marcas do mercado de caminhões no Brasil fizeram história com seus caminhões bicudos, tanto o Scania 113H quanto o Volvo NH ainda são sonho de consumo de muitos caminhoneiros. 

Ainda hoje é comum vermos nas rodovias o Scania 113H puxando Bi-trem. Já o Volvo NH12 destaca-se por sua qualidade, em 2004 um NH12 da transportadora Dalçoquio quebrou o recorde de 2 milhões de quilômetros rodados sem ter que fazer o motor. 

Apesar disso, as duas montadoras deixaram de fabricar esses veículos em 2005 e 2006, Scania T124 foi o último modelo bicudo da Scania no Brasil e encerrou sua produção 2005, um ano depois a Volvo também encerrou sua linha de bicudos com o NH12.

Mas afinal, por que essas duas montadoras deixaram de produzir caminhões bicudos?

Tanto na Europa quanto no Brasil, em meados de 2005 foi determinado comprimentos máximos aos veículos. Com isso, tanto a Scania e a Volvo decidiram encerrar sua produção de veículos bicudos e priorizando modelos frontais.

Segundo a Resolução CONTRAN nº 210 de 13/11/2006: 

Art. 1º As dimensões autorizadas para veículos, com ou sem carga, são as seguintes:

I - largura máxima: 2,60m;

II - altura máxima: 4,40m;

III - comprimento total:

a) veículos não-articulados: máximo de 14,00 metros;

(b e c referentes ao transporte de passageiros) 

d) veículos articulados com duas unidades, do tipo caminhão-trator e semi-reboque: máximo de 18,60 metros;

e) veículos articulados com duas unidades do tipo caminhão ou ônibus e reboque: máximo de 19,80;

f) veículos articulados com mais de duas unidades: máximo de 19,80 metros.

Com essa limitação do comprimento total, as montadoras se viram obrigadas a dar preferência à capacidade de carga dos veículos - uma vez que o espaço ocupado do capô, em relação ao comprimento total permitido, significa menos espaço para a carga.

Algumas dessas normas já foram modificadas conforme o tempo e a necessidade do transporte nacional, mas foram suficientes para dar fim a diversos modelos bicudos, restando apenas algumas versões da Mercedes-Benz.

Ao contrário do Brasil e da Europa, a legislação dos Estados Unidos não considera o comprimento da cabine do veículo no comprimento total, apenas o espaço que é destinado à carga. Isso possibilita que montadoras como a Volvo desenvolvam caminhões com cabines "gigantes" comparadas às brasileiras.

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