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2019 foi o ano que as transportadoras enriqueceram e o autônomo faliu



De janeiro a dezembro foram mais de 93 mil caminhões novos emplacados em todo o país, um aumento de 35,7% em comparação ao mesmo período do ano passado. No ano de 2018, foram vendidos 68.823 caminhões novos.

Esses números são consequências da aceleração econômica que o país está vivenciando, porém não se reflete em todos os setores:



Enquanto as transportadoras aumentaram bruscamente o número de caminhões em suas frotas, o autônomo sofre com o preço do óleo diesel e o descumprimento da tabela de frete.

Empresas grandes do transporte têm autonomia para exigir de seus clientes os preços pré-fixados do piso mínimo de frete. Esses mesmos clientes que pagam o piso mínimo às transportadoras, oferecem valores muito abaixo aos caminhoneiro autônomos.

Muitos desses motoristas, com contas a pagar, se sentem obrigados a carregar mesmo com fretes ruins e alguns ainda ficam no prejuízo após algum imprevisto durante a viagem.

Se o crescimento acelerado dessas grandes transportadoras continuar, um monopólio do transporte será criado, com isso essas mesmas empresas terão a autonomia para decidir os valores do frete - mesmo que esse valor seja muito acima do mercado.

Além do motorista autônomo, o consumidor final sentirá os reflexos desse aumento do preço dos fretes, que é agregado diretamente no valor do produto.

Qual a solução?

A diminuição no valor do óleo diesel não pode ser feita diretamente pelo governo federal, uma vez que os impostos federais representam apenas 6% do valor, enquanto os estaduais chegam a 30%. 

Uma possível solução defendida por caminhoneiros é estabelecer uma quantidade miníma de frete para os motoristas autônomos. Por exemplo: 30% das cargas serem destinadas a caminhoneiros que possuem até 3 caminhões. 

Isso facilitaria a implementação do piso mínimo de frete, uma vez que aumentando a quantidade de cargas para o autônomo, os próprios motoristas conseguem escolher quais fretes compensam ou não. 

Para que 30% de suas cargas sejam transportadas, as empresas seriam obrigadas a pagar a tabela mínima de frete ou até mais.






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