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Seis policiais da PRF são condenados por receber propina ao apreender veículos

Seis policiais da PRF são condenados por receber propina ao apreender veículos

Em 2017 a Operação Domiciano prendeu 15 policiais rodoviários federais acusados de participação em um esquema de corrupção que acontecia há mais de 10 anos em rodovias do Triângulo Mineiro. 

Desses 15 policiais, seis foram condenados nesse ano pela Justiça a penas que variam de 5 a 18 anos de prisão. 

As investigações começaram após denúncias à corregedoria da Polícia Rodoviária Federal, de supostas cobranças de propina por parte dos policiais da 17ª Delegacia da Polícia Rodoviária Federal (PRF), em Uberlândia. Cerca de 1/4 do efetivo da unidade foi investigado em sigilo.


força-tarefa, composta por Ministério Público Federal, Polícia Federal, agentes da própria Corregedoria da PRF e pela Controladoria-Geral da União, fizeram o monitoramento telefônico dos agentes e outras medidas autorizadas pela Justiça Federal.

Em 22 de Junho de 2017 a força-tarefa cumpriu 19 mandados de prisão preventiva e 33 mandados de busca e apreensão contra os policiais rodoviários federais.


Como funcionava o esquema:

O Policial abordava o caminhoneiro e solicitava que o motorista acompanhasse a viatura até outro ponto, para que a "conversa" ocorresse em um local onde as câmeras de vigilância não alcançassem.

Em seguida o policial induzia o motorista a realizar um proposta para não ser atuado. Em uma conversa grampeada pela operação, o caminhoneiro ofereceu cerca de R$200,00, porém o agente mencionou que o valor era pouco e que caso guinchasse o veículo receberia R$240,00. O motorista acabou pagando 300 reais e, na sequência do diálogo, lamenta já ter pago propina em trecho anterior da BR-365; em resposta, o policial dá a entender que ele pode estar sujeito ao mesmo tipo de cobrança em outro local à frente de onde se encontravam.

Em conversas registradas, policiais citam receberam quantias de até R$750,00 em poucas abordagens.

Condenação:

Dos 15 agentes presos em 2017, a justiça condenou seis agentes a penas que variam de 5 a 18 anos de prisões; 

-Sílvio César Vasconcelos Brígido, cujas penas, somadas, já alcançam 18 anos de prisão, foi condenado por corrupção em três delas. 

-José Roque da Silva Filho recebeu pena de 5 anos e 4 meses de prisão; 

-Abadio José Vital, pena de 6 anos e 2 meses; 

-Cristiano Ribeiro Ferreira, 7 anos e 4 meses de prisão; 

-Marco Antônio Domingues e Jean Carlos de Morais, pena de 5 anos e 4 meses de prisão cada um.




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