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Montadoras de caminhões esperam crescimento de até 30% nas vendas



Em 2017, as vendas chegaram a 51,9 mil unidades – aumento de 2,7% em relação a 2016. Mas os dois últimos meses do ano foram os que confirmaram a tendência de recuperação para 2018. Em dezembro, foram comercializadas 6,1 mil unidades (crescimento de 11% sobre novembro e 36,5% a mais do que o registrado no mesmo período de 2016). Já a produção aumentou 37% no ano passado, com 82,9 mil unidades (7,4 mil só em dezembro, o que apontou para uma alta de 81,3% se comparado ao mesmo mês de 2016). As exportações também avançaram. Foram 28,3 mil unidades embarcadas, equivalente a uma expansão de 31,3%.


O agronegócio, apesar de ter uma previsão de crescimento menor em 2018, deve ser o responsável pelo principal empurrão nas vendas de caminhões. Já o setor de construção civil (incluindo construção pesada) é o que está demorando mais a reagir, segundo os executivos ouvidos pela reportagem.



Para o diretor comercial da Volvo, Bernardo Fedalto, se a expansão do mercado de fato se confirmar dentro do patamar estimado pela Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Motores (Anfavea), o setor ainda estará a apenas 60%, no máximo 70% do seu potencial de mercado. Fala-se que, no auge da crise, a capacidade ociosa chegou a cerca de 70% e hoje seria de 45%. “Já percebemos a inversão, mas nossa base é muito ruim. Fomos bem até 2014, com 2011 e 2013 batendo recordes, até acima do que se esperava. Houve uma bolha naquele momento, depois vimos uma queda de 70% em dois anos.  Mas agora vemos a economia retomando, e o mercado de caminhões está diretamente ligado à economia”, afirma.



Para Fedalto, um ponto de atenção nessa expectativa de recuperação é a eleição presidencial. “Estamos otimistas para 2018, com previsão de mais de 30% de crescimento, mas a base é muito baixa. A expectativa para o Brasil nos próximos anos é positiva, desde que a economia continue em uma polÍtica mais liberal, como está sendo visto hoje, com menos despesas e mais controle, sem gastos acima da arrecadação. Mas há desafios, como o deficit fiscal, que tem de ser resolvido pelo governo e parar de gastar mais do que arrecada. Talvez esse governo não consiga fazer as reformas que deveria por conta das questões políticas, mas o próximo governo não escapa de fazê-las, baixando o custo do Estado perante a arrecadação”, analisa.


FONTE: Correio Braziliense
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