Protesto é contra aumento do preço do diesel
Transportadores de vários Estados, organizados pelo WhatsApp, prometem bloquear as rodovias do País na próxima terça-feira (1º) em protesto contra o decreto federal que aumentou os impostos sobre combustíveis. A medida acarretou um reajuste no valor do óleo diesel que varia de R$ 0,21 a R$ 0,26 o litro. A estimativa é que os custos do transporte de carga tenham crescidos em 4%.
“Temos mobilização em todo o território nacional. São caminhoneiros, sindicatos, empresários. Vamos convocar toda a sociedade que também sofre com esse aumento”, afirma Gilson Baitaka, líder do Movimento dos Transportadores de Grãos e Derivados (MTG), de Mato Grosso. “Vamos ficar parados até o governo revogar o decreto. Quem não aderir, vai ser parado nas estradas”, conta.
Questionado sobre as liminares judiciais que determinam o fim dos bloqueios toda vez que os caminhoneiros se manifestam, ele afirma: “Isso é para depois. Vamos tratar caso a caso. Agora o importante é a sociedade se juntar a nós.”
Baitaka diz estar cansado de ver o frete tornar-se o “vilão” do País. “As empresas usam o aumento do diesel para reajustar seus preços. Mas é uma desculpa porque o frete não aumenta.”
CAUTELA
A Associação Brasileira dos Caminhoneiros (Abcam) divulgou nota, segundo a qual, as federações estão realizando consultas com os transportadores de seus Estados para “saber a vontade em aderir ou não à uma paralisação”. “Até o momento, não recebemos nenhuma sinalização de adesão à greve”, explica o presidente da Abcam, José da Fonseca Lopes.
Segundo a nota, a paralisação pode trazer um prejuízo muito maior ao transportador, que além de perder um dia de remuneração, continuará a arcar com a alta dos impostos. “A solução encontrada é aumentar o frete em média 5%, passando o aumento do custo para o contratante.”
A Abcam afirma que respeitará a decisão daqueles que optarem pela greve, entretanto solicita que a manifestação seja feita em casa, com os transportadores deixando de entregar suas cargas, e não bloqueando as rodovias. “É preciso respeitar o direito de ir e vir de cada um. Aqueles que quiserem aderir à greve serão respeitados, porém não será aceito impedir que aqueles que desejam trabalhar, continuem seu trajeto”, diz Fonseca, pela assessoria.