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Caminhão usado no transporte de merenda foi emprestado para armazenar mortos


O secretário de Segurança Pública do Amazonas, Sérgio Fontes, afirmou  após coletiva na sede da Defensoria Pública no inicio da tarde desta terça-feira (3), que o caminhão frigorífico usado para armazenar os corpos dos detentos mortos no massacre no Complexo Penitenciário Anísio Jobim (Compaj) foi emprestado pela Secretaria de Estado de Educação do Amazonas (Seduc). A secretaria alegou, no final da tarde, que apenas indicou a empresa responsável pelo caminhão.
O veículo  é usado no transporte da merenda escolar da sede da Seduc até as escolas. Sem estrutura, o IML conta com apenas 20 gavetas, mas ainda de acordo com o secretário, até o final do dia, os corpos já identificados devem começar a ser liberados para as famílias. 
O caminhão frigorífico que vai armazenar os corpos até que os peritos concluam a identificação, já está no local. Peritos do Departamento de Polícia Técnico-Científica (DPTC) explicaram que uma lista com 75 nomes foi criada para facilitar a identificação dos corpos.  Apesar de o número ser maior que a quantidade de mortos divulgada pela Segurança Pública (SSP-AM), que estimou pelo menos 60 assassinatos, a listagem contém nomes das vítimas, mas também de possíveis foragidos.
Em nota, a Secretaria de Estado da Educação e Qualidade do Ensino (Seduc) afirmou que apenas indicou para a Secretaria de Estado de Segurança Pública (SSP) a empresa que presta serviços de logística e que esta câmara frigorífica jamais atenderá à SEDUC com transporte ou armazenamento de alimentos.
Na entrevista, o secretário de Segurança Pública, Sérgio Fontes, foi questionado se o caminhão frigorífico foi alugado ou emprestado da secretaria de Educação. "Foi emprestado da Secretaria de Educação", respondeu Fontes.
Sem placas
A reportagem esteve duas vezes na sede do IML nesta terça-feira. Na primeira, pela manhã, o caminhão foi fotografado de um ângulo que não permitia mostrar a placa. Na segunda vez, à tarde, a reportagem constatou que o caminhão estava sem placas, o que impede a identificação de sua propriedade. 
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